sexta-feira, 1 de outubro de 2010

29 de agosto: Dia Nacional da Visibilidade lésbica



Combater o Machismo e a Homofobia para Garantir uma Expansão com Qualidade da UFSC

 
No dia 29 de agosto temos o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Ele foi instituído em 29 de agosto de 1996, quando ocorreu o I Seminário Nacional de Lésbicas, que reuniu mais de cem mulheres lésbicas para discutir seus direitos e os rumos do movimento. A necessidade dessa data se expressa na dupla opressão que sofrem as mulheres lésbicas: por um lado o machismo, por serem mulheres; por outro lado a homofobia, por serem homossexuais.


Essa data vai na contramão do que dizem a grande mídia e os governos que tentam nos passar a idéia de que vivemos numa sociedade democrática, onde a opressão foi vencida pela cidadania. Por estarmos numa universidade, como a UFSC, muitas vezes deixamos de ver e até de acreditar, porém, olhando mais de perto, vemos que a opressão não só existe como é muito forte. A invisibilidade lésbica está presente tanto em nossa sociedade quanto na UFSC.

Começa por ser um assunto tabu nas salas de aula. A nossa formação nas escolas e nas universidades não garante informações para o exercício livre e seguro da sexualidade. No sistema de saúde, que inclui o HU da UFSC, não existem produtos específicos para a proteção e nem orientação contra DSTs para as relações entre mulheres. As mulheres lésbicas não têm direitos civis ou previdenciários que os casais heterossexuais possuem.

As grandes empresas e a grande mídia usam e estereotipam a imagem da mulher lésbica, institucionalizam a opressão e reforçam ainda mais o machismo e a homofobia.

Não existem sequer estudos sobre a realidade e as demandas das mulheres lésbicas por parte de órgãos oficiais. As piadinhas e agressões de todo tipo são uma constante, seja na sala de aula, nos locais de trabalho ou nos espaços de lazer, e os governos e a reitoria não só não fazem nada para combatê-los como acabam reforçando-os com suas políticas.

O governo Lula, por exemplo, tem feito muito marketing para o movimento contra as opressões lançando projetos como o Brasil sem Homofobia, mas a realidade prova que na prática nada foi feito, a exemplo do que aconteceu com o Plano Nacional de Direitos Humanos onde a criminalização da homofobia foi retirada de sua pauta.

Nos materiais que a reitoria da UFSC distribui aos estudantes não existe nenhuma palavra sobre o machismo e a homofobia. Para eles é como se isso não existisse e não fosse seu assunto. Na sua ouvidoria não existe nenhum setor especializado em lidar com casos de machismo e homofobia.

Nós, da Frente de Luta por Uma Expansão de Qualidade, viemos denunciando o ataque a qualidade de ensino que representa o REUNI por expandir vagas no vestibular sem garantir verbas, concursos e infra-estrutura. Agora, com as ditas taxas “acadêmicas” lançadas pela reitoria, que prevêem cobranças dos estudantes que vão de R$ 50,00 a R$ 2.000,00 denunciamos o ataque a gratuidade e o caráter público da UFSC que elas representam. Tudo isso vai provocar e já está provocando evasão e trancamentos de matrículas. Também denunciamos aqui que esses projetos vão aumentar a opressão dentro da universidade, pois a opressão machista e homofóbica que continua passa a se somar a precarização e privatização da UFSC e vão ser justamente os setores da universidade que mais precisam de políticas públicas que mais vão acabar evadindo dela.

Historicamente, ideologias como o Machismo e a Homofobia, são muito utilizados para dividir a luta dos oprimidos e explorados. Devemos superar isso, lutando juntos contra as políticas que precarizam, privatizam e aumentam as opressões na UFSC. Por isso o dia 29 de agosto representa uma bandeira de luta fundamental!

Lutemos pelo fim das opressões para defender uma expansão com qualidade da universidade pública e gratuita! Lutemos por uma Expansão com Qualidade da Universidade Pública e Gratuita para defender o fim das opressões!
 
Frente de Luta Por Uma Expansão de Qualidade
29 / 08 / 2010


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